A morte do rapper em 2017 está no cerne de um processo da mãe de Lil Peep contra sua antiga gravadora. Mas a gravadora também respondeu com suas próprias alegações. Na indústria da música, outros gerentes e advogados estão observando o caso nervosamente.

A batalha legal sobre quem é o responsável pela overdose de drogas da jovem estrela do rap está mais intensa do que nunca. A mãe de lil peep alega que sua gravadora o armou com contratos injustos e contribuiu diretamente para sua morte. Já a gravadora agora está se opondo com suas próprias reivindicações contra o espólio.

A morte de Lil Peep

Gustav Elijah Åhr, popularmente conhecido como Lil Peep,  ganhou popularidade no SoundCloud. Sua popularidade enquanto adolescente lhe gerou várias propostas de contrato. Mas ele preferiu assinar por vários anos com a First Access Entertainment (FAE) em 2016.

No dia 15/11/2017 – logo após seu 21º aniversário – Åhr foi encontrado morto em ônibus de turnê perto de Tucson, Arizona. A causa da morte foi divulgada como uma overdose de Xanax e fentanil.

A empresa alegou que a morte foi por culpa de uma “overdose de drogas” causada pelo próprio cantor. E que tais drogas teriam sido obtidas através de “fontes desconhecidas”. Entretanto, a mãe do rapper e administradora de bens, Liza Womack, entrou com uma ação no final de 2019 contra a FAE.

O pedido dela veio 7 meses após uma revista ter publicado uma investigação profunda sobre a turnê do rapper. Segundo os relatos, a Come Over When You’re Sober e os dias finais do cantor foram regados a cultura das drogas.

Segundo a ação, a empresa de entretenimento e gestão empurrou seu filho para acordos comerciais “assimétricos”. Além disso, teria violado seu contrato por não garantir sua segurança. Muito pelo contrário, estaria ativamente “atuando e apoiando-o ”com drogas enquanto ele estava sob a supervisão de seus agentes e gerentes.

De acordo com os autos, a equipe jurídica de Womack alega que Peep foi instruído a tomar uma quantidade excessiva de Xanax um dia antes de morrer, antes de um show em El Paso.

Batalha pelos $4 milhões em Royalties

A Rolling Stone relatou que Womack afirma que a gravadora do falecido rapper, First Access Entertainment, se recusa a pagar $ 4 milhões que são devidos a seu patrimônio. Enquanto isso, a gravadora alega que a mãe de Peep é a culpada por qualquer atraso.

As partes concorrentes se reuniram no tribunal de Los Angeles na terça-feira, onde o advogado de Womack, Paul A. Matiasic, alegou que a FAE está negando à mãe de Peep os rendimentos vinculados ao catálogo do falecido artista.

Matiasic disse também que o relacionamento de seu cliente com a FAE é lamentavelmente “disfuncional”. Por isso, necessita de intervenção judicial. Afinal, as partes que deveriam estar atuando em conjunto para garantir o legado de Lil Peep estão ativamente envolvidas em uma guerra legal causada pela sua morte e propriedade intelectual.

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